sexta-feira, novembro 01, 2013

Shabat Shalom - Parashah Toldot תולדות



Shabat Shalom a todos!

Pessoal, sei que dei uma sumida, a questão é que eu estava com uma bursite daquelas! Me impossibilitando de escrever. Mas prometo que estarei postando um texto inédito para esses dias. Só darei um dica: Coisa vai ficar séria!!! (Algum palpite? Deixe nos comentários!)




segunda-feira, outubro 21, 2013

[Card da Semana] Eva - חַוָּה


Essa semana, temos Eva (Chava). A questão é, por que eu ainda não fiz o card do Adão? - Simples, pois pra mim, mulheres tem que vir primeiro.

Boa semana a todos.

terça-feira, outubro 15, 2013

[Ciência] A Bíblia é contra a evolução?


Adão teve ancestrais?

Por Dr. Gerald Schroeder*

A revista, Scientific American traz, com freqüência, artigos que tratam de algum aspecto da origem humana. Mas nenhum jamais menciona Adão e Eva.
 A omissão não surpreende. As pesquisas científicas lidam com aspectos físicos da realidade, enquanto a criação bíblica de Adão está relacionada com a espiritualidade da neshamá, a alma da humanidade insuflada por D’us em Adão, há quase 6.000 anos, em Rosh Hashaná. Esta é a criação singular descrita em Gênese 1:27.

E o corpo de Adão? Será que também foi uma criação especial? Ou será que existe a possibilidade do corpo humano ter-se desenvolvido através dos tempos, até se tornar um recipiente capaz de receber e conter a neshamá, a alma humana? (A título de esclarecimento, o termo “Adam” refere-se a homem e mulher, como menciona a Bíblia em Gênese 5:2, algo como “ser humano”).

Anatomicamente, o corpo humano parece de fato estar relacionado com formas de vida menos complexas. Muitas das enzimas que controlam as funções humanas são réplicas quase perfeitas das encontradas em outros filos, ou reinos. O gene que controla o posicionamento e a orientação do braço humano é encontrado em todos os vertebrados e também nos insetos. A semelhança é tamanha que quando porções deste gene humano são implantadas no genoma da mosca drosófila, determinam o posicionamento e a orientação da asa da mosca. O mesmo serve para os genes que controlam o desenvolvimento do olho e um grande número de outros. Estes genes têm mais de cem pontos ativos. A semelhança entre eles pode não ter sido mera coincidência. Para os cientistas, estes fatos indicam a existência de um ancestral comum. Os ossos dos membros inferiores do crocodilo e a nadadeira da baleia bicuda são os mesmos do braço e mão de um homem; diferem no comprimento, é claro, mas todos os ossos existem. A estrutura do cérebro humano espelha o cérebro de ratos e macacos. O embrião humano desenvolve uma bolsa de gema semelhante à gema das ovas dos peixes, a seguir uma cauda e, então, a pele prega-se de forma semelhante às fendas das guelras. A ontogenia do feto humano parece ser uma recapitulação da filogenia, lembrando sempre que, em cada estágio, é a estrutura primitiva ou juvenil – e não a adulta – que se forma no feto.

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Apesar de serem escassos e incompletos os fósseis atribuídos ao Homo habilis e ao Homo erectus, quando se alcança o estrato de 50.000 anos atrás, muitos fósseis do “homem de Cro-Magnon” são encontrados em número suficiente para encher os museus. O fóssil do “homem de Cro-Magnon” é uma cópia exata do esqueleto do homem moderno, inclusive no formato e capacidade cranianas.
As publicações científicas sobre esses fósseis e os artefatos a eles associados não são fruto da maquinação de alguns cientistas loucos. Existem evidências esmagadoras tanto sobre a invenção da agricultura, há 10.000 anos, como da tecelagem, há 9.000 anos, e da olearia, há 8.000 anos. Existem pinturas em caverna que datam de 10 a 30 mil anos atrás. Do ponto de vista teológico, desmentir estas evidências é contraproducente.

Aliás, não há por que negá-las, desde que acreditemos que sejam válidas as interpretações bíblicas do Talmud feitas por grandes sábios como Onkelos, Rashi, Maimônides e Nachmânides.

A primeira objeção à possibilidade de Adão ter um ancestral é temporal. Agricultura há 10.000 anos? Como pode ser verdade, se afirmamos que neste Rosh Hashaná, setembro de 2002, o mundo completará 5763 anos? Onde ficaram os anos que faltam? Em Leviticus Rabá (29:1), como em outras fontes, constatamos algo com que todos os sábios concordam: Rosh Hashaná comemora a criação da alma de Adão e os “Seis dias da Gênese” não estão incluídos nos anos do calendário. No entanto, o Talmud (Haguigá 12A) e Rashi, baseando-se no versículo “Era tarde e era manhã, um dia” (Gênese 1:5), informam-nos que os dias da Gênese são de 24 horas, desde o “primeiro dia”. Se cada dia tem 24 horas, por que então excluir esses seis primeiros dias, de 24 horas, do restante dos dias – também de 24 horas – que se seguem à criação de Adão? Nachmânides nos dá uma resposta: estes primeiros seis dias contêm todas as eras e todos os segredos do universo (comentário em Êxodo 21:2 e Levítico 25:2). Foi necessária a descoberta de Einstein sobre a relatividade do tempo para resolver o aparente paradoxo: como poderiam todas as eras do universo estar contidas em apenas seis dias, de 24 horas cada? Se olharmos a Criação de uma maneira retrospectiva, usando o hoje como ponto de partida, nosso imenso universo aparenta ter de 10 a 20 bilhões de anos. Mas se olharmos para a Criação projetando-a para o futuro, da forma como é descrita no capítulo 1 do livro Gênese, visualizando o universo a partir de uma época em que seu tamanho era 1.012 vezes menor do que é atualmente, ou seja, a partir do primeiro dia, o universo pareceria ter meros seis dias de vida. Esta é a natureza de “tempo” em um mundo em que as leis de relatividade fazem parte das leis da natureza.

A interpretação padrão do redshift (o deslocamento para o vermelho, fenômeno causado pelo aumento do comprimento da onda de radiação e a redução simultânea da freqüência de radiação) – como efeito da expansão do universo – prevê que o mesmo fator de deslocamento aplica-se a índices observados de ocorrência de eventos distantes, mesmo quando a época é tão anterior que o fator não possa ser observado na radiação detectada. Então o tempo da existência da agricultura é de 10.000 anos e das pinturas nas cavernas de 30.000 anos. A pergunta é se estas invenções anteriores a Adão ameaçam a visão da Torá sobre nossas origens.

A união de teologia e paleontologia -

“E D’us disse: Façamos o homem (em hebraico, Adam)” (Gên. 2:7);  “E D’us criou o homem (em hebraico, Adam)” (Gên. :27)Aqui a Torá nos ensina que Adão é “feito” e “criado”. Nós até sabemos a matéria-prima utilizada para sua produção. “D’us formou o homem do pó da terra” (Gên. 2:7). Mas se analisarmos paralelamente duas passagens da Bíblia: “No início, D’us criou o céu e a terra” (Gênese 1:1) e “pois que em seis dias D’us fez os céus e terra” (Êxodo 31:17), constatamos que enquanto o uso bíblico da palavra “criação” sugere uma ação instantânea de D’us, “fazer” na linguagem bíblica é um processo que exige tanto matéria quanto tempo, como está dito: “pois que em seis dias”. Com o passar do tempo, algo foi criado - Adão, mas este ser não estava completo. Faltava-lhe receber a alma da vida humana. Se a formação e o desenvolvimento do homem – de Adão – foi um processo que durou um milésimo de segundo ou milhões de anos, não é algo que a Torá deixe claro. Alguns versos nos dão uma pista, talvez uma resposta definitiva.
O Talmud (Eruvim 18A) se detém sobre o nascimento de Set, terceiro filho de Adão e Eva, analisando por que a Torá relata duas vezes seu nascimento.
“E tornou Adão a conhecer sua mulher, e ela deu a luz um filho a quem chamou Set” (Gênese 4:25).
“E viveu Adão 130 anos, e ele teve um filho à sua semelhança e forma. Ele o chamou de Set” (Gênese 5:3).

Segundo o Talmud, estes dois versos revelam que, após o assassinato de Abel por Caim, Adão e Eva se separaram maritalmente por 130 anos, e somente então Adão deitou-se “novamente” com Eva. Durante estes 130 anos, Adão procriou filhos com outros seres, não com Eva. O Radak comenta que esses filhos eram de fato crianças. Faltava-lhes, no entanto, a neshamá, a alma, para torná-los seres humanos. Maimônides (Guia 1:7), baseado em Eruvim e no Zohar, descreve estas crianças como sendo seres humanos em forma e inteligência, mas nada humanos em espiritualidade.
Nachmânides concentra-se num prefixo supérfluo, lamed, em hebraico, que transmite a idéia de transformação através de uma ação externa. No caso, o insuflar da alma. Assim, “... e soprou por suas narinas a neshamá da vida e Adão transformou-se em uma alma viva”.

Segundo o comentário de Nachmânides, um dos maiores sábios e cabalistas, a preposição “em” é usada para indicar uma mudança na essência da personalidade e “pode ser que o verso esteja afirmando que Adão era um ser vivo completo e a neshamá o transformou em outro homem”. Outro homem! De acordo com Nachmânides, havia um homem antes da criação da neshamá, mas aquele ser hominídio não era exatamente humano.

Onkelos resumiu tudo isso, 400 anos antes do Talmud e mil anos antes de Nachmânides. A expressão nefesh chayá, uma alma viva, aparece três vezes nesta porção da Torá: para animais que vivem na água (Gên. 1:20), para animais que vivem sobre a terra (Gên. 1:24) e para humanos como “... em uma alma viva” (Gên. 2:7). Nos primeiros dois casos, Onkelos traduz o termo literalmente, “uma alma viva”. Mas para os seres humanos, por causa da preposição “em”, Onkelos traduz o termo como “e Adão transformou-se em um espírito falante”.

As primeiras grandes civilizações surgiram na área conhecida como
Crescente Fértil aproximadamente 5000 à 6000 anos atrás.
 Na mesma época  na qual o homem desenvolveu a escrita e também
a época na qual a Bíblia cita o nascimento da Neshamah de Adão. 
A capacidade de se comunicar espiritualmente é o que faz os homens serem diferentes de todos os outros animais. Não é nossa força, nem nossa inteligência. Mas nossa espiritualidade. A fala é, nos homens, o elo entre os aspectos físicos e espirituais da existência. É a neshamá que faz esta ligação e nos impele a sentir a unidade transcendental que permeia toda a existência e da qual trata o Shemá: “Ouve, Israel, o Eterno é teu D’us, o Eterno é Um”. A unicidade transcendental é a marca do Eterno. Hominídios, com feições humanas, co-existiram e precederam Adão.
Os antigos comentaristas bíblicos estavam cientes dessa realidade. A descoberta de seus fósseis não constitui surpresa para a Torá. Na definição bíblica, um homem é um animal – um hominídio – no qual foi insuflada a alma criada, a neshamá. Apesar de a neshamá não deixar nenhum vestígio fossilizado para provar sua aparição na história da humanidade, o efeito de sua criação está claramente gravado nos achados arqueológicos. A escrita, o comércio e o surgimento das grandes cidades datam de 5.000 a 6.000 anos atrás, a época de Adão. A escrita foi criada para satisfazer as necessidades de se manterem registros sobre o comércio; e o comércio, por sua vez, foi criado para satisfazer as necessidades materiais das grandes cidades. A pergunta que permanece sem resposta, então, é: por que as grandes cidades emergiram nesta época?

Minha sugestão de resposta é que a espiritualidade dos humanos concedida pela neshamá e o desejo de transmitir esta espiritualidade para os outros foi a força motriz que transformou a civilização de grupos de aldeias formadas por clãs em cidades, como Uruk e Ur, na Mesopotâmia.
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* Gerald Schroeder obteve os titulos de Bacharel, Mestre e Doutor pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). É autor dos livros Genesis and the Big Bang, sobre a descoberta da harmonia entre a ciência moderna e a Bíblia, editado pela Bantam Doubleday e já traduzido em sete idiomas; The Science of G-d e The Hidden Face of G-d, editados pela divisão Free Press da Editora Simon & Schuster. Leciona na Faculdade de Estudos Judaicos “Aish HaTorah”


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segunda-feira, outubro 14, 2013

[Card da Semana] Lilith לילית


Seguindo com o nosso deck, hoje temos Lilith.


ויאמר האדם זאת הפעם עצם מעצמי ובשר מבשרי לזאת יקרא אשה כי מאיש לקחה־זאת׃
Então exclamou Adão: “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada ‘mulher’, porquanto do ‘homem’ foi extraída”.


Segundo alguns comentaristas, a passagem acima não se refere a Eva (Chava) mas sim a Lilith. De acordo com umas tradições, Lilith foi a primeira esposa de Adam (Adão) e foi ela que teria tentado Adam.

Lilith (לילית) é citada no Talmud mas nada fala sobre ela ter sido a primeira esposa de Adam. Segundo o Talmud, Lilith é um "demônio" feminino que tenta os homens a noite. Segundo a tradição judaica, quando um homem se masturba, Lilith colhe a energia do seu sêmen. Outra característica de Lilith é fazer mulheres grávidas abortar.

Veja algumas das citações sobre Lilith no Talmud:


"Se um aborto (feto) é parecido com Lilith sua mãe está inpura pela rasão do nascimento, pois é uma criança, mas possui asas".  Niddah 24b 

Rabbah disse: Eu vi como Hormin o filho de Lilith...(Bava Batra 73a)

"Ela deixa cabelo comprido como o de Lilith" (Eruvin 100b)

Não se sabe muito sobre Lilith. Mas o certo é que ela faz parte do folclore judaico, principalmente na Idade Média.



quinta-feira, outubro 10, 2013

[CIÊNCIA] Prêmio Nobel 2013 - Seis judeus são prêmiados.


É pessoal... Esse ano mais uma vez, tivemos mais um Premio Nobel. E com muito orgulho, vemos um número mais do que significativo de judeus premiados, Digo isto, pois o povo judeu faz parte de uma parcela ínfima de toda população mundial.Logo, ter seis premiados em um único ano é sempre motivo de aplausos e admiração.Os sábios explicam que na alma de todo judeu possui uma característica chamada תקון עולם - Tikun Olam (que pode ser entendido como corrigir, melhorar, curar, concertar o mundo). Afinal, dentro da sabedoria judaica, uma das funções do homem é ser um parceiro de Deus na evolução da humanidade. Já se perdeu as contas dos progressos feitos pela humanidade devida influência nçao só do povo judeu, mas também de judeus independentes, que pelas suas descobertas, fizeram a humanidade avançar em nossa jornada para um mundo melhor.

De todos os premiados desse ano, não posso deixar de citar o Professor Francois Englert que juntamente com Peter Higgs predisseram em 1964 a existência o mecanismo de Higgs (Mas que só foi confirmada em Julho de 2010 no CERN).  Englert é sobrevivente do holocausto e professor da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Tel Aviv, entre outras designações. 

Os americanos James E. Rothman e Randy W. Schekman, juntamente com o alemão Thomas C. Südhof receberam o Prêmio Nobel de Medicina 2013 por revelarem como as células organizam seu sistema de transporte vesicular.

O austríaco Martin Karplus, o sul africano Michael Levitt e o israelense Arieh Warshel são os vencedores do Prêmio Nobel de Química de 2013, pelo desenvolvimento de modelos multiescala de sistemas químicos complexos.

O prêmio de Literatura será anunciado na quinta-feira, o da Paz na sexta e o de Economia na próxima segunda.Veja a foto dos ganhadores do Nobel 2013.





Segue abaixo, um texto muito interessante do chaver Olavo Uziel Campelo muito interessante que ele publicou em seu perfil do Facebook.

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"Não é a toa que desde a antiguidade somos chamados de ''am hasefer'' ( o povo do livro), seja por assuntos espirituais ou estudos laicos. Representamos hoje 0,002% da população mundial. E somos detentores de 20% dos prêmios nobel.

E a história mostra que todos países - sem exceção - que expulsaram os judeus, caíram, e os que os receberam subiram. Quando, no final do século XV, os judeus foram expulsos da Espanha e, logo a seguir, de Portugal,o Império Otomano os recebeu. Sobre sua saída forçada da Península Ibérica e seu estabelecimento na região da Turquia, o sultão Beyazid II, que governou o império de 1481 a 1512, afirmou: "O rei espanhol Ferdinando é erroneamente considerado um sábio, pois com a expulsão dos judeus, empobreceu o seu país e enriqueceu o nosso" - Revista Morashá. 

Entre esses que foram expulsos, estava Dom Isaac ben Judah ou Yitzhak ben Yehuda Abravanel , que foi um ,estadista, filósofo, comentador da Bíblia e financista judeu português - esse mesmo foi tesoureiro dos Rei Rei Alfonso V de Portugal e Rei e Rainha da Espanha Fernando e Isabel. É antepassado de Silvio Santos ou Senor Abravanel - (SBT).

A Holanda também os receberam bem, florescendo assim uma grande comunidade que trouxe muitos frutos. Dentre algumas personalidades estavam - O português Manuel Dias Soeiro ou Menasseh ben Israel - primeiro Rabino de Amsterdan - e que graças a sua influência conseguiu a autorização com Oliver Cromwell e ao Parlamento Britânico para reverter a decisão histórica de expulsão dos judeus da Inglaterra em 1290, por Eduardo I. O seu pedido foi bem aceito. E 200 anos depois (1874) Tivemos o primeiro ministro da história judaica - Benjamin Disraeli (também de origem portuguesa) primeiro ministro do Reino Unido. Baruch de Espinoza - filósofo; David Ricardo - um dos maiores economistas da história. E assim vai.

Em Pernambuco após a expulsão dos Holandeses (onde foi formada a primeira comunidade judaica das Américas - Recife), estes,desta mesma comunidade,foram para Nova York onde fundaram a primeira comunidade judaica dos Estados Unidos.
Consequentemente, houve uma forte queda no comércio do açúcar aqui produzido. Além da guerra e da destruição provocada, pois expulsaram seus comerciantes, tradutores (holandês, português, espanhol, hebraico,etc.), os contatos comerciais,etc.

Está tudo muito resumido. Mas o que quero ressaltar é que a convivência pacífica, a tolerância gera frutos. Onde há fanatismo, há intolerância, ódio, sombras que ofuscam as mentes e toda luz.
A educação muda!
Cada cultura, povo tem algo a ensinar. Que busquemos aprender de cada um!

Quisera sempre nós levar-mos esse ensinamento milenar ao máximo!
Pirke avot 4:3 ''Ele (Rav Ben Zomá) costumava dizer: Não despreze a ninguém e não desdenhe nada, pois não há homem que não tenha sua hora e não há coisa que não tenha o seu lugar.''

Am Israel Hai. God bless!"

quarta-feira, outubro 09, 2013

[Card da Semana] Árvore do Conhecimento.


O Card dessa semana é a Árvore do Conhecimento. Segundo os sábios, a Árvore do Conhecimento é o elemento metafórico do livre arbítrio. Antes nós seres humanos -  representados por (Adam/Adão) - não conhecíamos o bem e o mal, mas apenas o bem. Quando o homem descobriu o bem e o mal, foi capás de exercer o seu livre-arbítrio. Pois só é possível fazer o certo se nós saibamos o que é errado. 

Clique aqui.

sábado, outubro 05, 2013

Superman e o judaísmo.



Um herói como nunca havia existido antes.

Nos anos de 1930, havia muitos heróis para a molecada. Quem nunca ouviu falar em Zorro (1919), Buck Rogers (1928), John Carter (1912), Tarzan (1912), Flash Gordon (1934) e o Fantasma (1936). Todos esses heróis fascinavam os meninos (e alguns adultos) com histórias fantásticas , realizando feitos heroicos com coragem e bravura.  Eram homens de moral ilibada e personalidade humilde e altruísta. A maioria se escondia por traz de uma identidade secreta, nunca levando créditos ou vantagens financeiras por seus feitos (Se bem que sempre acabavam dando dando uns beijos na mocinha).
Famosos heróis de ação antes dos super-heróis.
Mas tudo isso mudou em junho de 1938. Nas bancas de revistas nos Estados Unidos, um novo conceito de herói surgia. Ele era mais rápido que uma bala, mais forte que uma locomotiva e era capaz de saltar os mais altos prédios. Surgia nas páginas da revista “Action Comics #1” o primeiro super herói da história moderna. O Superman (Que no Brasil recebeu o nome de Super-Homem).  Para se ter uma ideia, os pouquíssimos exemplares que ainda existem da Action Comics No 1 são as revistas em quadrinhos mais caras do mundo. Em 2011 um exemplar que pertencia ao ator Nicholas Cage foi vendido por US$ 2,1 milhões.
Capa da primeira edição da Action Comics
Mostrando um novo estilo de herói com
 poderes sobre humanos.

Igual aos seus antecessores, o Superman tinha um ótimo caráter. Defendia os fracos e os oprimidos. Possuía uma envergadura moral inquestionável. Mas o Superman era capaz de fazer o que nenhum homem comum podia fazer. Já na capa da primeira edição da Action Comics, podemos ver o Superman segurando um automóvel acima da cabeça somente com sua própria força. Isso era inacreditável, incrível, fantástico! O conceito de um herói com habilidades muito acima das capacidades humanas era tão revolucionário para a época, que os seus criadores imaginaram que ele não era desse planeta, pois não se passava na cabeça das pessoas nenhuma forma de uma pessoa normal adquirir poderes, aliás, a partir do Superman, surge novos termos: Superpoder e super-herói. E dá-se início a Era de Ouro dos Quadrinhos.

 O primeiro super-herói da história gerou muito dinheiro! O Superman virou um sucesso absoluto. Logo saiu das páginas dos quadrinhos para as ondas de rádio. Depois semanalmente no cinema.  E até hoje seu sucesso perdura. Seu símbolo em forma de S no peito é uma das marcas mais conhecidas do mundo, rivalizando com os logotipos da Coca-Cola e McDonald’s assim como símbolos religiosos como a cruz cristã.

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A origem judaica.

Jerry Siegel e Joe Shuster
O Superman foi criado por dois jovens judeus nos Estados Unidos, filhos de judeus imigrantes e amigos de escola na cidade de Cleveland no estado de Ohio. Jerry Siegel nasceu e cresceu em Cleveland, já Joe Shuster nasceu em Toronto – Canadá e mudou se com a família para Cleveland com ainda tinha seus 9 anos.
Jerry Siegel cresceu em uma vizinhança predominantemente judaica com dezenas de sinagogas ortodoxas. Segundo suas memórias, um dos motivos que o levaram a criar o Superman estava exatamente no antissemitismo que ele e todos em sua vizinhança sofriam. E por viver em um ambiente judaico que é rico em histórias e contos, a figura heroica e poderosa de Shimshon (Sansão) se tornou a base da criação do personagem.


Shimshon (Sansão) foi uma das inspirações 
bíblicas na criação do Superman.


Superman e as conexões com a Torah.

Na imensidão do espaço, havia um o longínquo planeta Kripton, esse planeta estava preste a explodir. O cientista Jor-El e sua esposa Lara não tinham outra escolha. Para salvar seu único bebê chamado Kal-El, tiveram que enviá-lo para o espaço em uma pequena nave. E essa nave veio parar aqui na Terra na pequena
O bebê Kal-El foi enviado para o
espaço por seus pais minutos antes
 do planeta Kripton explorir.
cidade rural de Smalville. O bebê Kal-El foi adotado pelo casal de fazendeiros Jonathan e Martha Kent que o nomearam Clark Kent. Ao crescer, foi para a cidade de Metropole trabalhar como jornalista no jornal Planeta Diário. Nessa profissão, Clark Kent, poderia estar sempre ausente da redação do jornal e assim, poderia atuar como o Superman sem ter que dar muitas explicações.

Podemos encontar ecos bíblicos na origem do Superman em Moshé (Moisés), que foi colocado em uma cesta caso contrário iria morrer devido ao decreto do Faraó. Ambos os bebês foram criados em uma cultura estrangeira. Moshé foi criado pela filha do Faraó e Moisés por fazendeiros terráqueos.
O nome kriptoniano do Superman, Kal-El em hebraico (קל-אל) literalmente significa “Voz de Deus”. Assim como o nome de seu pai Jor-El (Yor-El) é um nome hebraico comum. Suas variações são: Jorell, Jarel, Jerel, Jorrel, Joel, Joren, Jorey e Sorel. O sufixo – El é uma das primeiras palavras em hebraico para se referir a Deus. Vemos esse sufixo em muitos nomes de origem hebraico que aparecem na bíblia como: Daniel, Samuel, Gabriel, etc.

É muito fácil também fazer um paralelo entre o Superman e os melachim (anjos). O Superman fica sobrevoando a cidade a protegendo.

Outra semelhança bíblica está no fato de que assim como Shimshon (Sansão), o Superman também tem um ponto fraco. Shimshon por ser um nazireu, não podia cortar os cabelos, o Superman é torna-se fraco com a kriptonita.

Outra influência judaica é a questão da identidade secreta. Nos Estados Unidos, eram muito comuns os imigrantes - não só judeus - que mudavam seus nomes e sobrenomes para não sofrerem preconceitos. Alguns exemplos: Nomes como Neumann e Weiss foram mudados para as formas inglesas Newman e White.  Logo, Kal-El usava o nome de Clark Kent para poder trabalhar no Planeta Diário.

Superman precisa usar roupas e adotar um nome terráqueo
para esconder sua verdadeira identidade.
O mesmo ocorria na forma de se vestir. Para poder entrar no mercado de trabalho nas grandes metrópoles, judeus usavam roupas mais americanizadas. E somente em seus meios é que se vestiam como judeus. Já o Superman usava roupas comuns quando ia trabalhar no jornal. Mas quando tem que salvar o mundo, Superman / Kal-El usa seu traje azul e capa vermelha kriptoniana.

Há alguns afirmem que o seu famoso símbolo com a letra S seria na verdade a letra ש (Shin)  mas não há evidencias que confirmem que esse paralelo exista. O mais provável mesmo é que o S foi usado no símbolo do Superman pelo fato de que seu nome comece com a letra S. Faz parte da cultura americana usar uniformes com a primeira letra inicial da instituição,  vemos esse padrão por exemplo, em uniformes de agremiações esportivas de escolas e universidades.

Por fim, os próprios valores bíblicos são defendidos pelo Superman.  Um homem honesto, valoroso, humilde, trabalhador e mesmo com muitos poderes, usa seu livre-arbítrio para fazer boas e sábias escolhas.

Por fim, os super-heróis foram mais uma das grandes contribuições dos judeus a humanidade. Com o sucesso desses novos personagens, uma mitologia foi criada e por todo o mundo, crianças recebem através de desenhos animados, suas primeiras lições de moral. Quem nunca viu um desenho onde o herói diz a célebre frase: “O crime não compensa”.

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sexta-feira, outubro 04, 2013

Tribo Perdida de Israel na Papua Nova Guiné? - Mito Detonado!


Antes de tudo assistam o vídeo (Caso ainda não o tenha):


Bom pessoal. Já deu! Não aguento mais receber e-mails  e mensagens no Facebook, sobre um suposto vídeo de uma “Tribo Perdida de Israel” cantando o Shemah (Shemá) na Papua Nova Guiné. Quando eu vi o vídeo pensei comigo mesmo: “Isso é fake”.

Mas como eu sei que é fake? Elementar meus caros leitores. Desde quando uma tribo que se perdeu há milênios, cantam o Shemah com melodia ashkenazi? Outra coisa, por que eles cantam em hebraico com sotaque americano? Hein? hein? hein?

Comecei a fuçar pela internet. E não foi nada difícil descobrir a fonte original do vídeo. A postagem mais antiga desse vídeo está no Canal do You Tube de um cara chamado Jacob Damkani (Também encontrei sites onde ele usa o nome em hebraico de Yakov Damkani). Bom, até aí nada demais, até por que, nunca havia ouvido falar nesse camarada. Na descrição do vídeo ele dá uma explicação mais detalhada sobre seu vídeo:

Viemos para Papua Nova Guiné e encontramos um amor genuíno e real para Israel. Isto foi somente possível através do poder do Evangelho. Inacreditável!!! Eles disseram que foi a primeira visita de “Judeus Messiânicos” lá. Isto é o que o Evangelho está fazendo aos gentios: Eles amam Israel! Eles cantam aqui: “Shemah Israel...” – Ouça Oh Israel... Este clipe foi feito em uma vila "Jambitange".    

Original em inglês: We came to Papua New Guinea and found a real, genuine love for Israel. This is only possible through the power of the Gospel. Unbelievable!!! They said it's the first visit of a Messianic Jew there. This is what the Gospel is doing for Gentiles: they love Israel! They sing here: 'Shma Israel..." - Hear o Israel... This clip was done in the village "Jambitange".
Se quiser visitar o canal do sujeito, clique aqui. 

Fucei mais um pouco e encontrei que outro blog chamado new2torah.com. O autor do blog, postou o vídeo do Yakov/Jacob Damkani. E no post do blog, o autor disse que teve quase lágrimas nos olhos, pois ele e sua esposa passaram anos em uma missão na Papua Nova Guiné e... Opa!... Opa, opa, opa! Mas, pera lá!?... Missão?! Como assim missão?! Com certeza não é uma missão judaica, pois o judaísmo não faz proselitismo. Simplesmente, não está na agenda judaica sair convertendo pessoas no mundo todo para o judaísmo. Logo, se não foi uma missão judaica (por motivos óbvios), quem estaria por traz dessa missão?
Chafurdei a internet por mais algumas horas e descobri em um blog chamado “Clame pela Noiva(!)” que jogou uma luz sobre este tema. Segundo o blog, os responsáveis pela missão foi uma instituição chamada New Tribes Mission (Missão Novas Tribos).  Essa ONG tem como objetivo, converter tribos sem contato com a civilização de todas as partes do mundo para o cristianismo, inclusive tribos aqui no nosso querido e amado Brasil varonil (vide link). Então, é a New Tribes Mission responsável por ensinar a tribo a cantar o shemah com melodia askhenazi e sotaque americano.

Acima: Site oficial do New Tribes Mission.


 Acima: O autor do blog News2Torah disse que teve quase lágrimas nos olhos, pois ele e sua esposa passaram anos em uma missão cristã na Papua Nova Guiné
Acima: Jacob Damkien responde ao blog New2Torah que ele foi quem filmou o vídeo pessoalmente.

Revendo o que eu achei até agora, descobri que um tal Jacob Damkani, foi para a Papua Nova Guiné e filmou uma tribo recitando o Shemah. Essa tribo aprendeu o Shemah de um grupo missionário cristão chamado New Tibes Mission. Caso encerrado? Claro que não.

Munido dessas informações, basta agora saber como esse vídeo se tornou viral a ponto de muita gente acreditar que essa tribo é uma das tribos perdidas de Israel. Na minha pesquisa, descobri que simplesmente, outras pessoas copiaram o vídeo do Jacob Damkani e o renomeou com nomes que acabaram induzindo muita gente ao erro com nomes sugestivos como: “Tribo Perdida de Israel na Papua Nova Guiné”. Teve até um sujeito que teve a pachorra de renomear o vídeo com o nome: “Tribo Perdida na África”(!), Gente dá África? Basta olhar para o biótipo dos caras para ver que eles não são da África! Continuando, o vídeo acabou tendo uma salada de nomes. Por isso, pessoas acabam (de boa fé) compartilhando esse vídeo pois realmente acreditando em ser tratar de uma das Tribos Perdidas de Israel. Caso encerrado? Não ainda falta um fio solto.

Não poderia terminar com algo que me deixou curioso. Quem é esse tal de Jacob Damkani? E o que pelos mil trovões, ele estava fazendo no meio de uma tribo que canta em hebraico nos confins da Papua Nova Guiné?

A resposta foi fácil de achar. Esse Jacob ou Yakov ou sei-lá-mais-o-quê Damkami - Pelo que descobri - Nasceu em uma família judia em Israel. Mas chutou o pau da barraca e não queria saber de ir para a sinagoga. Viveu uma “vida loka” até os 22 anos foi para os Estados Unidos e se tornou cristão,  mudando radicalmente sua vida e deixando para traz uma vida de pecados. Com o tempo ele entrou no movimento dos “Judeus Messiânicos” (Vale lembrar que judaísmo messiânico não existe. Basicamente é cristianismo de kipá). Passaram-se alguns anos e ele fundou a igreja Trumpet of Salvation e ficou milionário (óbvio).

Acima: Site oficial da igreja de Jacob Damkani.


Sua missão na Papua Nova Guiné foi simples. Ele está se aproveitando do trabalho de décadas feito pelos missionários cristãos protestantes e agora ele está semeando o “judaismo messiânico” pelas tribos de lá. Basicamente as missões protestantes fizeram todo o trabalho árduo de converter as tribos “pagãs” ao cristianismo, e o Jacob Damkani está se aproveitando na cara dura e estabelecendo sua igreja com tudo prontinho. Espertinho esse Jacob.

Para terminar, peço a você meu caro leitor, ao momento que alguém te mandar esse vídeo dizendo que é de uma das tribos perdidas, mande o link desse blog como resposta.

 E o último mistério desse vídeo:


Aonde esse cara conseguiu esses óculos????


segunda-feira, setembro 30, 2013

sábado, setembro 28, 2013

Vida Longa e Próspera.



O que tem haver Star Trek com o judaísmo? Muita coisa. Mas, nada é mais emblemático e aparente do que a saudação volcana.

Vida longa e Próspera.

Data estelar 3372.7, o local é o planeta Volcano. O Senhor Spock retorna ao seu planeta natal. O motivo, Spok entra em um período biológico chamado Ponn Far (algo parecido com o período fértil do salmão) Nesse período, eles devem retornar há um determinado local específico para poder ter relações sexuais com uma parceira ou morrer.

Ao chegar no planeta Volcano, Spock saúda os outros volcanos de uma maneira bem peculiar. Diferente de nós humanos que temos contatos físicos como apertos de mãos, abraços, beijos, etc. Os volcanos levanam a mão direita e fazem um sinal com  a mão e dizem: "Vida Longa e Próspera".

Este é o primeiro episódio da segunda temporada denominado: "Amok Time" (No Brasil teve o nome de:
Tempo de Loucura). Da série de TV Star Trek (Jornada nas estrelas, no Brasil). A data, 15 de setembro de 1967 e o local, vários lares americanos.
Mas o que tem haver Spok, a saudação volcana e o judaísmo?

Uma saudação volcana ou judaica?

Na maioria dos lares americanos, a saudação volcana fez muito sentido, afinal, Spock é apenas meio-humano (filho de um volcano e uma humana) e criado dentro da cultura alienígena volcana. Nada mais lógico que os volcanos tivessem uma saudação diferente.

Nos anos 60, no auge do movimento hippie, muita gente relacionou o sinal em forma de V e as palavras "Vida longa e próspera" com o sinal hippie em V com as palavras "Paz e amor". Mas, nesse mesmo dia, em alguns lares judeus americanos, algo chamou muita atenção. Aquele sinal era muito familiar. Era um sinal feito em serviços religiosos judaicos. Esse era o sinal dos Cohanim.

Leia também

Capitão Amédica - Defensor do American Way e do povo judeu.





Os cohanim.
Ilustração representando os Cohanim (Sacerdotes) fazendo a benção (beracha) nos tempos do Templo

כהנים Cohanim (pluram de כהן Cohen, palavra hebraica que significa "sacerdote"), durante alguns cultos religiosos judaicos. Os Cohanim são descendentes genealógicos dos sacerdotes judeus que serviam no Templo de Jerusalém. Judeus modernos não possuem sacerdotes conduzindo os serviços religiosos como nos tempos antigos, nem temos mais sacrifícios de animais. (Sim, as pessoas realmente me perguntam sobre isso!) O sistema sacrificial terminou com a destruição do Templo pelos romanos no ano 70. E.C. No entanto, um remanescente do serviço do Templo vive no ritual Birkat Kohanim ברכת כהנים (bênção dos sacerdotes), também conhecida como Nesiat Kapayim ("estender as mãos"), Os judeus ashkenazi chamam de  Dukhanen (Da palavra em Iídiche "dukhan" - Platforma - Por que a benção é é dada de uma tribuna mais elevada) e é realizada em certos em algumas ocasiões específicas. Eis a benção:
Ilustração do  Birkat Kohanim. Nos tempos
modernos após a destruição do templo.

Em hebraico:
יְבָרֶכְךָ יהוה, וְיִשְׁמְרֶךָ
יָאֵר יהוה פָּנָיו אֵלֶיךָ, וִיחֻנֶּךָּ
יִשָּׂא יהוה פָּנָיו אֵלֶיךָ, וְיָשֵׂם לְךָ שָׁלוֹם

Transliterado:
Yevarechecha Adonai veyishmerecha
 Ya'er Adonai panav eleicha vichunecha
Yissa Adonai panav eleicha veyasem lecha shalom

Português
Que o Senhor te abençoe e te guarde.
Que  o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti.
Que  o Senhor Eterno sobre ti levante o rosto e te dê a paz.


Na verdade, a bênção é feita com ambos os braços estendidos horizontalmente para frente, na altura dos ombros, com as mãos se tocando, para formar a letra hebraica ש (shim). Isso significa a palavra hebraica שדי (Shadai) escritas com a letra (Shim, Dalet e Yud) que significa "Todo Poderoso [Deus]" e também é o acrônimo de (ש)Shomer (ד)Daltot (י)Yisrael (Guardão das Portas de Israel). Nimoy modificou este gesto em uma das mãos em posição vertical, tornando-se mais como uma saudação. Então, tecnicamente, a saudação vulcana não é a mesma coisa que a bênção judaica cerimonial. Ainda assim, a semelhança é perto o suficiente para evocar o reconhecimento imediato entre os judeus conhecedores.
O sinal usado pelos Cohanim
forma a letra hebraica Shim
.
A bênção real é feita com ambos os braços estendidos horizontalmente na frente, na altura dos ombros, com as mãos tocando, para formar a letra hebraica "shin". Isso significa a palavra hebraica para "Shaddai", que significa "Todo Poderoso [Deus]". Leonard Nimoy (O ator que interpretava Spok) modificou este gesto em uma das mãos em posição vertical, tornando-se mais como uma saudação. Então, tecnicamente, a saudação vulcana não é a mesma coisa que a bênção judaica cerimonial. Ainda assim, a semelhança é perto o suficiente para evocar o reconhecimento imediato entre os judeus conhecedores. Imaginem a surpresa  de vários espectadores judeus que assistiram o episódio inédito!

Durante o culto da sinagoga, os espectadores não devem olhar para os Cohanim enquanto a bênção está sendo dada. A razão para isso é focar toda nossa atenção nas palavras da própria oração, ao invés de olharem para os Cohanim. Os Cohanim são apenas os canais, e não a  origem, da bênção, que vem de Deus. Infelizmente, todos os tipos de superstições tolas surgiram sobre este ritual, como "Não olhe para os Cohanim, ou você vai ficará cego!" e outras bobagens. A verdadeira razão é simplesmente a de se concentrar em receber as bênçãos diretamente de Deus, e não de seres humanos.

O sinal não é secreto. Pode ser visto em
vários lugares como:
Fachadas, jóias, chaveiros, lápides, etc.
Devemos também observar que a proibição contra a olhar o sinal aplica-se apenas durante o ritual de bênção. O gesto em si não é nada secreto. Você pode vê-lo exibido abertamente em livros e em amuletos, jóias, enfeites de parede, chaveiros e lápides, etc. Ao contrário da lenda urbana, Nimoy não estava violando quaisquer tabus judaicos usando este gesto em Star Trek, especialmente desde que ele modificou a partir da versão original. Eu, por exemplo, acho que é absolutamente maravilhoso que algo tão autenticamente judaico tornou-se universalmente reconhecida como uma saudação de paz. Mais do que qualquer outra
coisa oriunda de Star Trek.

Além da própria saudação, o uso cerimonial de "Vida longa e próspera", e sua resposta menos conhecida, "Paz e vida longa", também mostram uma forte influência judaica. O formato é semelhante a uma tradicional saudação em hebraico: שלום עליכם "Shalom Aleichem" (a paz esteja com você)  e a resposta, "Shalom Aleichem" (a paz esteja sobre vós.) Os muçulmanos têm uma saudação semelhante em árabe que é "Salaam Aleikum" e a resposta "Aleikun Salaam". Mais uma vez, podemos ver um forte paralelo entre a cultura vulcano e as culturas do Oriente Médio.

Mas como a saudação chegou em Star Trek?

Nas gravações do episódio "Amok Time", Leonard Nimoy teria que saudar outros volcanos. Mas havia um problema, em um outro episódio anterior, foi dito que os volcanos possuem habilidades telepáticas natuarais. E essa contato telepático se dá através do toque. Logo, se um volcano tocar em outro haverá naturalmente uma invasão de privacidade. Por isso, Leonard Nimoy teve a idéia de usar um gesto totalmente distinto e sem contato físico. Então teve a idéia de usar um sinal em forma de V com o polegar para fora. Mas de onde ele torou esse sinal?

Mas fácil saber das palavras do próprio Leonard Nimoy:

"Eu cresci em um bairro interessante do centro da cidade, em Boston. A área era conhecida como West End, e foi escrito sobre ela em um livro chamado os Urban Villagers  Era uma área desejável, uma vez que ficava a uma curta distância do centro de Boston e do Boston Commons, bem como, está situado ao longo das margens do Rio Charles.
A população era em sua maioria imigrantes. Talvez 70% italiano e 25% dos judeus. Minha família participava de serviços em uma sinagoga judaica ortodoxa. [...] Nós estávamos especialmente atentos aos grandes feriados, Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico, e Yom Kippur, o Dia do Perdão.
Já que eu era um pouco musical, fui chamado quando garoto, para cantar no coral para as festas e eu estava, portanto, expostos a todos os rituais em primeira mão. Eu ainda tenho a memória viva da primeira vez que vi o uso das das mãos com os dedos divididos sendo estendido para a congregação em bênção.

Havia um grupo de cinco ou seis homens de frente para a congregação e cantando em gritos apaixonados de uma bênção em hebraico. Ele se traduziria em 'Que o Senhor te abençoe e te guarde", etc ...
O Rabino Yonassan Gershom é um Trekkie
(Fã de Star Trek) e autor do livro: 
Jewish Themes in Star Trek.

Meu pai disse: 'Não olhe.'

Soube mais tarde que, acredita-se que, durante esta oração, o 'Shechina', o aspecto feminino de Deus vem ao templo para abençoar a congregação. A luz desta deidade poderia ser muito prejudicial. Assim, nos disseram para nos proteger, fechando os olhos.

Eu espiei.

E quando eu vi o gesto de divisão de dedos destes homens ... Eu estava em transe. Eu aprendi a fazê-lo simplesmente porque ele parecia tão mágico.


Foi, provavelmente, 25 anos depois que eu apresentei esse gesto como uma saudação volcana em Star Trek e tem ressoado com os fãs em todo o mundo desde então. Isso me dá grande prazer, pois é, afinal, uma bênção."



E agora com vocês, o momento que ficou para a história. A primeira vez que a saudação volcana apareceu na TV.


Shavua Tov e vida longa e próspera!




sexta-feira, setembro 27, 2013

Card da Semana: Moisés


Taí galera, o card da semana. Não tenho como fazer um blog de judaísmo sem cards de Magic. E para iniciar nossa coleção, o próprio Moshé Rabenu.

Shabat Shalom.

quinta-feira, setembro 26, 2013

A idade do Universo.


Bom, como estamos no início desse blog. Sendo este o primeiro artigo que publico, nada melhor que começar do início. E não há época melhor, pois estamos na semana de estudo da Parashá Bereshit onde reiniciamos o ciclo anual de leitura da Torah. E espero iniciar com chave de ouro, com esse artigo do Dr. Gerald Schroder que foi publicado a alguns anos no site aish.com

A idade do universo

(Dr. Gerald Schroder)

Uma das contradições mais óbvias percebidas entre a Torá e a ciência é a idade do universo. São bilhões de anos , como os dados científicos , ou são milhares de anos , como os dados bíblicos ? Quando somamos as gerações da Bíblia, chegamos a 5.700 anos e mais . Considerando os dados do telescópio Hubble ou a partir dos telescópios terrestres no Havaí , indicam a idade de cerca de 15 bilhões de anos.

Deixe-me esclarecer logo no início. O mundo pode ser de apenas alguns 6.000 anos de idade. Deus poderia ter colocado os fósseis no chão e malabarismos com a luz que chega de galáxias distantes para fazer o mundo parecer ter bilhões de anos de idade. Não há absolutamente nenhuma maneira de refutar essa afirmação. Deus sendo infinito poderia ter feito o mundo dessa forma. Há outra abordagem possível, que também concorda com a descrição dos antigos comentaristas sobre Deus e da natureza. O mundo pode ser jovem e velho ao mesmo tempo. Neste caso, considero a última opção.

Na tentativa de resolver este conflito aparente, é interessante olhar historicamente as tendências do conhecimento, porque as provas absolutas não são próximas . Mas o que está disponível é o olhar para como a ciência mudou sua imagem do mundo , relativamente à imagem imutável da Torá. (Eu me recuso a usar comentários bíblicos modernos , porque já se conhece a ciência moderna , e é sempre influenciada por esse conhecimento. Há tendência é dobrar a Bíblia para coincidir com a ciência. )

Então, os únicos dados que eu uso , assim como os comentários bíblico vem dos comentários antigos . Isso significa que o texto da própria Bíblia ( 3300 anos atrás), a tradução da Torá para o aramaico por Onkelos (100 dC), o Talmud (redigido por volta do ano 500 EC), e os três principais comentaristas da Torá. Há muitos, muitos comentaristas , mas no topo da montanha há três, aceito por todos: Rashi (século XI, França) , que traz o entendimento direto do texto, Maimônides (século XII, Egito ), que lida com os conceitos filosóficos e, em seguida, Nachmânides (século XIII, Espanha) , o mais antigo dos cabalistas .

Estes comentários antigos foram finalizados muito antes que Hubble fosse um brilho nos olhos de seu bisavô.

Portanto, não há possibilidade de Hubble ou quaisquer outros dados científicos modernos influenciassem esses conceitos.

Leia também:
A Bíblia é contra a evolução?

Universo com um começo

Em 1959, uma pesquisa foi realizada dos principais cientistas americanos. Dentre as muitas perguntas feitas, havia: " Qual é o seu conceito de idade do universo ? " Em 1959 , a astronomia era popular, mas a cosmologia - a profunda física de compreender o universo - estava em desenvolvimento. A resposta a essa pesquisa foi recentemente republicado na Scientific American - a revista científica mais lida no mundo. Dois terços dos cientistas deram a mesma resposta: "Início? Não houve início. Aristóteles e Platão nos ensinou 2.400 anos atrás, que o universo é eterno. Oh, nós sabemos que a Bíblia diz: No início. É uma bela história, mas nós sofisticados sabemos melhor. Não houve começo."

Depois de 3000 anos de discussão, a ciência chegou a concordar com a Torá.

Era 1959. Em 1965, Penzias e Wilson descobriram o eco do Big Bang na escuridão do céu durante a noite, e o paradigma do mundo mudou a partir de um universo que era eterno a um universo que teve um começo. Depois de 3000 anos de discussão, a ciência chegou a concordar com a Torá.

A partir de Rosh Hashaná.

Há quanto tempo o "Início" ocorreu? É, como a Bíblia diz, 5700 anos ou mais, ou foi há 15 bilhões de anos, que é aceito pela comunidade científica ?

A primeira coisa que temos que entender é a origem do calendário bíblico. O ano judaico é figurado pela soma das gerações desde Adam (Adão). Além disso, há seis dias que antecederam a criação de Adam. Estes seis dias são significativos também.

Agora, onde é que vamos fazer o marco zero? Em Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico, ao tocar o shofar, a seguinte frase é dita: "Hayom Harat Olam - hoje é o aniversário do mundo.”.

Este verso poderia implicar que Rosh Hashaná (O ano novo judáico) comemora a criação do universo. Mas isso não acontece. Rosh Hashaná comemora a criação da Neshamah, a alma da vida humana. Nós começamos a contar os nossos 5.700 anos ou mais a partir da criação da alma de Adam.

Temos um relógio que começa com Adam, e os seis dias são separados a partir deste relógio. A Bíblia tem dois relógios .

Isso pode parecer uma racionalização moderna, se não fosse pelo fato de que os comentários talmúdicos de 1500 anos atrás, traz esta informação. No Midrash (Vayicrá Rabá 29:1) , uma expansão do Talmud , todos os sábios concordam que Rosh Hashaná comemora a alma de Adam, e que os seis dias de Gênesis são separados.

Por que os Seis Dias tirados do calendário? Porque o tempo é descrito de maneira diferente nesses seis dias de Gênesis. "Houve tarde e manhã" é uma estranha maneira exótica, incomum de descrever tempo.
Mais fundo no texto

Na tentativa de compreender o fluxo do tempo aqui , você tem que lembrar que os seis dias é descrito em 31 frases. Os Seis Dias da Gênesis, que deram as pessoas tantas dores de cabeça na tentativa de entender a ciência vis-a-vis a Bíblia, estão confinados a 31 frases! No MIT, na biblioteca Hayden, tivemos cerca de 50 mil livros que lidam com o desenvolvimento do universo: cosmologia, química, termodinâmica, paleontologia, arqueologia, a física de alta energia da criação. Em Harvard , na biblioteca Weidner, eles provavelmente têm 200 mil livros sobre estes mesmos temas. A Bíblia nos dá 31 sentenças. Não espere que por uma simples leitura dessas frases que você vai saber todos os detalhes, que é realizada dentro do texto. É óbvio que temos que cavar mais fundo para obter as informações.

A idéia de ter que cavar mais fundo não é uma racionalização. O Talmud (Chagiga, cap. 2) nos diz que a partir da frase de abertura da Bíblia, até o início do capítulo dois, o texto inteiro é dado em forma de parábola, um poema com um texto e um subtexto. Agora, mais uma vez, ponha-se na mentalidade de 1500 anos atrás, época do Talmud . Por que o Talmud achou que foi uma parábola? Você acha que há 1500 anos eles achavam que Deus não poderia fazer tudo em 6 dias? Era um problema para eles? Temos um problema hoje em dia com dados de cosmologia e científicos. Mas há 1500 anos, qual é o problema com 6 dias para um Deus infinitamente poderoso? Sem problemas.

Assim, quando os sábios excluíram esses seis dias do calendário, e disseram que todo o texto é uma parábola, não era porque eles estavam tentando se desculpar do que tinham visto no museu local. Não havia nenhum museu local. O fato é que uma leitura atenta do texto deixa claro que não há informações ocultas e dobradas em camadas abaixo da superfície.

A idéia de procurar um significado mais profundo na Torah não é diferente do que procurar um significado mais profundo na ciência. Assim como olhamos para as leituras mais profundas na ciência para aprender o funcionamento da natureza, assim também nós precisamos olhar para as leituras mais profundas na Torá. Rei Salomão, em Provérbios 25:11 aludiu a isso . “Uma palavra dita oportunamente é como maçãs de ouro em recipientes de prata.” Maimônides no Guia para os Perplexos interpreta este provérbio: O prato de prata é o texto literal da Torá, como pode ser visto à distância. As maçãs de ouro são os segredos mantidos dentro do prato de prata do texto da Torá. Milhares de anos atrás, nós aprendemos que existem sutilezas no texto que ampliam o caminho significado além de sua simples leitura. São essas sutilezas que eu quero ver.

História Natural e História Humana

Existem fontes judaicas antigas que nos dizem que o calendário da Bíblia é duas partes (até mesmo antecedendo Levítico Rabba que remonta quase 1500 anos e diz que explicitamente). No discurso de encerramento que Moisés faz com as pessoas, ele diz que se você quiser ver as impressões digitais de Deus no universo, 

 זְכֹר יְמוֹת עוֹלָם, בִּינוּ שְׁנוֹת דֹּר-וָדֹר 
"Lembra-te dos dias antigos, atentai para os anos das gerações sucessivas” (Devarim/Deuteronômio32: 7). 

Nachmânides , em o nome da Cabala, diz: "por que Moshé (Moisés) quebra o calendário em duas partes - os dias antigos e os anos das gerações sucessivas? " Porque, " Considere os dias antigos " são os Seis Dias da Gênesis. “ Os anos de gerações sucessivas” é o tempo de Adam para frente .

Moshé (Moisés) diz que você pode ver impressões digitais de Deus sobre o universo em uma de duas maneiras. Olhe para o fenômeno dos Seis Dias, e o desenvolvimento da vida no universo, o que é incompreensível. Ou, se isso não impressioná-lo, em seguida, basta considerar a sociedade de Adam para frente - o fenômeno da história humana. De qualquer maneira, você vai encontrar a marca de Deus.

Eu, recentemente me reuni em Jerusalém com o Professor Leon Lederman, vencedor  do Prêmio Nobel de Física. Estávamos falando de ciência, e, como a conversa continuou, eu disse: "Que tal espiritualidade, Leon?” E ele me disse: “Schroeder , eu vou falar de ciência com você, mas, tanto quanto a espiritualidade, falar com as pessoas do outro lado da rua, os teólogos". Mas, então, continuou ele, e ele disse: "Mas eu acho algo assustador sobre o povo de Israel ter voltado para a Terra de Israel"
Interessante. A primeira parte da declaração de Moisés (Moshé): "Lembra-te dos dias antigos" - sobre os seis dias de Gênesis - que não impressionou Prof Lederman . Mas os "os anos das gerações sucessivas" - história humana - que o impressionou . Prof Lederman encontrou nada assustador sobre os esquimós comerem peixe no Círculo Polar Ártico. E ele não encontrou nada assustador sobre os gregos comerem mussaca em Atenas. Mas ele vê algo real assustador sobre os judeus comer falafel na Rua Jaffa em Jerusalém. Porque não deveria ter acontecido. Não faz sentido historicamente que os judeus tivessem voltado para a Terra de Israel. No entanto, foi isso que aconteceu .

E essa é uma das funções do povo judeu no mundo. Para atuar como uma demonstração. Nós só queremos que as pessoas em todo o mundo possam entender que existe alguma brincadeira acontecendo com a história que faz com que nem tudo apenas aleatório. Que há alguma direção para o fluxo da história. E o mundo tem visto através de nós. Não é por acaso que Israel está na primeira página do New York Times, mais do que ninguém.

O que é um "Dia”?

Vamos pular de volta para os seis dias de Gênesis. Primeiro de tudo, nós agora sabemos que quando o calendário bíblico diz que 5700 anos e mais, é preciso acrescentar a isso "mais seis dias.”.
Alguns anos atrás, eu adquiri um fóssil de dinossauro, que foi datada (por duas cadeias de decaimento radioativo) com 150 milhões de anos. Minha filha de 7 anos de idade, disse: "Abba (Papai)! Dinossauros? Como pode haver dinossauros 150 milhões de anos , quando meu professor de Bíblia diz que o mundo não é nem mesmo 6000 anos de idade? " Então eu disse-lhe para olhar em Salmo 90:4 . Lá, você vai encontrar algo bastante surpreendente. Rei David disse: "Ante Ti [Deus], 1.000 anos são como 1 dia que passou, como uma vigília noturna" Talvez o tempo é diferente do ponto de vista do Rei David , que é a partir da perspectiva do Criador. Talvez o tempo é diferente. 

O Talmud (Chagiga, cap. 2) , na tentativa de compreender as sutilezas da Torah , analisa a palavra "choshech". Quando a palavra " choshech " aparece , em Gênesis 1:2, o Talmud explica que isso significa fogo negro, a energia negra, um tipo de energia que é tão poderosa que você não pode sequer vê-la. Dois versículos depois, em Gênesis 1:4, o Talmud explica que a mesma palavra - "choshech” - significa escuridão , ou seja, a ausência de luz.

Outras palavras também não são para ser entendido por suas definições comuns. Por exemplo, "mayim” normalmente significa água. Mas Maimônides diz que as declarações originais de criação, a palavra "Mayim" também pode significar os blocos de construção do universo.

Outro exemplo: Gênesis 1:5, que diz: ". “E foi tarde e foi manhã, dia um.” Esta é a primeira vez que um dia é quantificado: noite e manhã . Nachmânides discute o significado de noite e de manhã . Será que isso significa pôr do sol e o nascer do sol? Certamente é o que aparenta.

Mas Nachmânides aponta um problema com isso . O texto diz que “E foi tarde e foi manhã, dia um.”[...] Tarde e manhã, dia dois [...] Tarde e manhã o dia três. Em seguida, no quarto dia, é que o Sol é mencionado. Nachmânides diz que qualquer leitor inteligente pode ver um problema óbvio . Como temos um conceito de noite e de manhã para os primeiros três dias , se o sol só é mencionada no quarto dia? Há um propósito para o sol aparece apenas no quarto dia , de modo que, como o tempo passa e as pessoas a entender mais sobre o universo , você pode cavar mais fundo no texto.

Nachmânides diz o texto usa as palavras " Vayehi Erev " - "Foi a tarde ", mas isso não significa Ele explica que as letras hebraicas Ayin , Resh , Bet - a raiz de " erev " - é o caos . Mistura , desordem. É por isso que à noite é chamado de "erev" , porque quando o sol se põe , a visão fica embaçada . O significado literal é “havia desordem.” A palavra na Torah para "manhã" - "Boker” - é o oposto absoluto. Quando o sol nasce, o mundo torna-se "bikoret", ordenada, capaz de ser discernido. É por isso que o sol não precisa ser mencionado até o dia quatro. Porque a partir Erev (Tarde) para Boker (Manhã) é um fluxo da desordem à ordem,  do caos ao cosmos. Isso é algo que qualquer cientista irá depor nunca ocorrerá  em um sistema descontrolado . Ordem nunca surge espontaneamente da desordem e permanece ordenada. Ordem sempre se degrada ao caos, a menos que o ambiente reconheça  a ordem e a trave para preservá-la. Não deve ser um guia para o sistema. Isso é uma declaração inequívoca.

A Torá quer que a gente se surpreenda com este fluxo, a partir de um plasma caótico e acabar com a sinfonia da vida. Dia-a-dia o mundo avança para níveis mais elevados. Ordem da desordem. É termodinâmica pura. E é confirmada em uma terminologia de 3000 anos atrás.
A criação do tempo.

Cada dia da criação é numerado.  No entanto, há uma descontinuidade na forma como os dias estão contados. O versículo diz : “E foi tarde e foi manhã, dia um.” Mas no segundo dia não se diz:  "tarde e manhã , dia dois." Em vez disso, o texto diz que "tarde e manhã, dia segundo." E a Torá continua com este padrão: "E foi tarde e foi manhã, o terceiro dia [...] quarto dia [..] quinto dia [...] sexto dia". Somente no primeiro dia que o texto usa uma forma diferente, não "o primeiro dia", mas "Dia Um" ("Yom Echad” ). “Muitas traduções inglesas cometem o erro de escrever primeiro dia” (Nota do Tradutor: O mesmo ocorre nas traduções em português). Isso porque os editores querem que as coisas sejam agradáveis e consistentes. Mas jogar fora a mensagem cósmica no texto! Porque há uma diferença qualitativa, como diz Nachmânides, entre " um " e "primeiro. "Um é absoluto , primeiro é comparativo”.

Nachmânides explica que no Dia Um, o tempo foi criado. Isso é uma visão fenomenal. O tempo foi criado. Você não pode pegar o tempo. Você não precisa nem vê-lo. Você pode ver o espaço, você pode ver a matéria, você pode sentir a energia, você pode ver a energia da luz. Eu compreendo a criação lá. Mas a criação de tempo? Oitocentos anos atrás, Nachmânides alcançou essa percepção do uso dessa frase na Torá sobre a frase, "Dia Um". E isso é exatamente o que Einstein nos ensinou nas leis da relatividade: a de que houve uma criação, não apenas do espaço e da matéria, mas do próprio tempo.

Lei da Relatividade de Einstein.

Olhando para trás no tempo, um cientista vai ver o universo como sendo de 15 bilhões de anos. Mas o que é a visão bíblica do tempo? Talvez ela vê o tempo de maneira diferente. E isso faz uma grande diferença. Albert Einstein nos ensinou que a cosmologia do Big Bang traz não apenas o espaço e a matéria à existência, mas que o tempo faz parte do âmago da questão . O tempo é uma dimensão. Tempo é afetada por sua visão do tempo. Como você vê o tempo depende de onde você está vendo isso. Um minuto na Lua vai mais rápido do que um minuto na Terra. Um minuto no Sol se mais lento.  O tempo no Sol é na verdade esticado. Se pudéssemos colocar um relógio no sol, iria andar mais lentamente. É uma diferença pequena, mas mensurável e medida.

Se você pudesse amadurecer laranjas no Sol, elas demorariam mais para amadurecer. Por quê? Porque o tempo no Sol passa mais lentamente. Será que você sente que está indo mais devagar? Não, porque a sua biologia seria parte do sistema. Se você estivesse vivendo no Sol, seu coração bateria mais lentamente. Onde você estiver sua biologia está em sintonia com o horário local. E um minuto ou uma hora, onde quer que você esteja é exatamente um minuto ou uma hora.

Se você pudesse olhar a partir de um sistema para outro, você veria tempo muito diferente. Porque dependendo de fatores como gravidade e velocidade, você vai perceber o tempo de uma maneira que é muito diferente. O fluxo de tempo varia de um local para outro local. Daí o termo: a lei da relatividade.
Aqui está um exemplo: Certa noite, estávamos sentados em torno da mesa de jantar , e minha filha de 1 anos perguntou: "Como você poderia ter dinossauros? Como você poderia ter bilhões de anos cientificamente - e milhares de anos biblicamente ao mesmo tempo? Então eu disse-lhe para imaginar um planeta onde o tempo está tão esticado que enquanto vivemos dois anos na Terra, apenas três minutos vai passar naquele planeta. Agora, esses lugares realmente existem , eles são observados . Seria difícil morar lá com nessas condições , e você não podia chegar a eles também, mas em experimentos mentais que você pode fazê-lo . Dois anos vão passar na Terra, três minutos vão passar no planeta. Então, minha filha diz "Ótimo! Envie-me para o planeta. Vou passar três minutos lá. Eu vou fazer dois anos de trabalho de casa. “Eu vou voltar para casa em três minutos, e não mais lição de casa por dois anos.”
Boa tentativa. Supondo que ela tinha 11 anos, quando ela saiu, e seus amigos tinham 11. Ela gasta três minutos no planeta e  em seguida volta para casa . (O tempo de viagem não tem tempo.) Quantos anos ela terá quando ela voltar? Onze anos e 3 minutos. E seus amigos estarão com 13. Porque ela viveu três minutos, enquanto que viveu 2 anos. Seus amigos envelheceram entre 11 anos a 13 anos, enquanto ela tem 11 anos e 3 minutos.
  
Teria ela olhado para a Terra do enquanto estava no outro planeta, sua percepção do tempo na Terra seria que todo mundo estava se movendo muito rapidamente, porque em um de seus minutos, centenas de milhares de nossos minutos iriam passar. Considerando que, se olhamos da Terra para o outro planeta, ela estaria se movendo muito lentamente.

Mas o qual é correto? Três anos? Ou três minutos? A resposta é ambos. Os dois estão acontecendo ao mesmo tempo. Esse é o legado de Albert Einstein. Acontece que existem literalmente milhares de milhões de locais no universo, onde se pudesse colocar um relógio no local, iria mover tão devagar, que a partir de nossa perspectiva (se pudéssemos viver por tanto tempo) 15 bilhões de anos iria passar voando... Mas o relógio naquele local remoto iria marcar seis dias.

Viagem no tempo e o Big Bang.

Mas como isso ajuda a explicar a Bíblia? Porque afinal o Talmud, e Rashi e Nahmanides (que é a Cabala) todos dizem que seis dias de Gênesis foram seis períodos de 24 horas regulares não mais do que a nossa semana de trabalho!

Vamos olhar um pouco mais afundo. As fontes judaicas clássicas dizer que antes do início, nós realmente não sabemos o que havia. Nós não podemos dizer que antecede o universo. O Midrash faz a pergunta: Por que a Bíblia começa com a letra Beit? Porque Beit - (que é escrita como um C ao contrário - ב) é fechado em todos os sentidos e aberto somente na direção para frente. Por isso não podemos saber o que vem antes, só o que vem depois. A primeira letra é um Beit - Fechado em todas as direções e somente abertos na frente. (Nota do Tradutor: Apenas para esclarecer aqueles que não estão familiarizados com o idioma hebraico, a escrita é da direita para a esquerda. Por isso o autor afirma que  a letra Beit - ב - Está direcionada para frente, pois é a direção da leitura em hebraico). 

Nachmânides expande a declaração. Ele diz que, embora os dias são de 24 horas cada um , eles contêm " kol yemot ha-olam " - todas as idades e todos os segredos do mundo.

Nachmânides diz que antes do universo, não havia nada. Mas , de repente, toda a criação surgiu como uma partícula minúscula. Ele dá uma dimensão da partícula: algo muito pequeno como o tamanho de um grão de mostarda. E ele diz que é a única criação física . Não havia outra criação física ; todas as outras criações eram espirituais . O Nefesh ( alma da vida animal) e Neshamah (a alma da vida humana ) são criações espirituais. Há apenas uma criação física, e que a criação era um pontinho minúsculo. A particula é tudo o que havia. Qualquer outra coisa era Deus. Nesse pontinho havia toda a matéria-prima que seria usada para fazer todo o resto. Nachmânides descreve a substância como “dak me'od , ein bo mamash " - muito fina, sem substância. E como este pontinho se expandiu, esta substância - tão fina que não tem essência - se transformou na matéria como a conhecemos.

Nachmânides escreve ainda: “Misheyesh , yitfos bo zman " - a partir do momento em que a matéria formada a partir desta substância sem substância, o tempo se agarra. Não "começa". O tempo é criado no início. Mas o tempo "se agarra". Quando condensa a matéria, solidifica , aglutina, fora desta substância tão fina que não tem essência - que é quando o relógio bíblico dos seis dias começa.

A ciência tem mostrado que há apenas uma " substância sem substância" que pode mudar matéria. Isso é energia. A famosa equação de Einstein, E=MC², nos diz que a energia pode se transformar em matéria. E uma vez que a energia se transforma em matéria, o tempo se une a ela.

Nachmânides fez uma declaração fenomenal. Eu não sei se ele sabia que das leis da relatividade [no século XIII]. Mas nós a conhecemos agora. Sabemos que a energia - raios de luz, ondas de rádio , raios gama, raios-x - todas as viagens na velocidade da luz, 300 milhões de metros por segundo. À velocidade da luz , o tempo não passa. O universo estava envelhecendo, mas o tempo só agarra quando a matéria está presente. Este momento de tempo antes que o relógio começa a Bíblia , durou cerca de 1/100.000 de um segundo. Um tempo minúsculo. Mas naquele tempo, o universo se expandiu a partir de uma minúscula partícula , até o tamanho do Sistema Solar. Daquele momento em diante , temos a matéria , e o tempo corre para a frente. O relógio bíblico começa aqui.

Agora, o fato de que a Bíblia nos diz que houve “... foi tarde e foi manhã, dia um" ( e não " o primeiro dia " ) vem para nos ensinar o tempo a partir de uma perspectiva bíblica. Einstein provou que o tempo varia de lugar para lugar no universo, e que o tempo varia do ponto de vista da perspectiva no universo. A Bíblia diz “foi tarde e foi manhã dia um."

Agora, se a Torah estava vendo o tempo desde os dias de Moshé (Moisés) e o Monte Sinai - muito tempo depois Adam - o texto não teria escrito o primeiro dia. Porque no Sinai, centenas de milhares de dias já passaram. Havia um monte de tempo com que comparar o primeiro dia. A Torah teria dito “O primeiro dia”. No segundo dia de Gênesis , a Bíblia diria “ segundo dia", porque já foi o primeiro dia com o que compará-lo . Pode-se dizer, no segundo dia, "o que aconteceu no primeiro dia. " Mas, como Nahmânides apontou, você não poderia dizer no primeiro dia , "o que aconteceu no primeiro dia", porque "em primeiro lugar" implica comparação - uma série já existente . E não havia série existente. Um dia era tudo que havia.
Mesmo que a Torá estivessem vendo o tempo por Adam , o texto teria dito que "primeiro dia", porque, por sua própria declaração, havia seis dias. A Torá diz "Dia Um", porque a Torá está olhando para frente desde o início. E ela diz: Qual é a idade do universo? Seis dias. Vamos ver o tempo até Adam. Seis dias. Se olharmos para trás no tempo, diremos que o universo é de aproximadamente 15 bilhões de anos. Mas todo cientista sabe que, quando diz que o universo tem 15 bilhões de anos, há outra metade da frase nunca dizemos. A outra metade da frase é: O universo é de 15 bilhões de anos como pode ser visto a partir das coordenadas do espaço-tempo que existimos na Terra. Essa é a visão de Einstein da relatividade. Mas e se esses bilhões de anos fossem percebidos de perto o início de tudo?

A chave é que a Torá olha para frente no tempo, de muitas coordenadas espaço-tempo diferente, quando o universo era pequeno . Mas, desde então, o universo se expandiu. Espaço estica, e que se estenção do espaço muda totalmente a percepção do tempo.

Imagine que em sua mente voltar bilhões de anos atrás para o início dos tempos. Agora imagine seu caminho de volta no início dos tempos, quando o tempo se agarrar , há uma comunidade inteligente. (E totalmente fictícia.) Imagine que essa comunidade inteligente tem um laser, e eles vão atirar uma raio de luz, e a cada segundo vai do pulsar. A cada segundo - pulso. Pulso. Pulso. Ele dispara a luz, e em seguida, milhares de milhões de anos mais tarde, bem distante da linha do tempo, nós aqui na Terra temos uma grande antena de satélite, e recebemos  esse pulso de luz . E nesse pulso de luz é impressa (informações impressa em luz é chamada de fibra óptica - o envio de informações por luz), “Estou lhe enviando um pulso a cada segundo.” E, em seguida, um segundo passa e os próximos pulsos são enviados.

A luz viaja 300 milhões de metros por segundo. Assim, os dois pulsos de luz são separados por 300 milhões de metros no início. Agora, eles viajam pelo espaço há bilhões de anos, e eles estão indo para atingir a Terra a bilhões de anos depois. Mas espere um minuto. O universo é estático? Não. O universo está se expandindo. Essa é a cosmologia do universo. E isso não significa que ele está se expandindo em um espaço vazio do lado de fora do universo. Só há o universo. Não há espaço fora do universo. O universo se expande pelo espaço do próprio alongamento. Assim como estes pulsos passam por bilhões de anos de viagem, o universo e o espaço são de alongamento. Como o espaço está se alongando, o que está acontecendo com esses pulsos? O espaço entre elas é também se alongam. Assim, os pulsos realmente chegam mais longe e além.

Bilhões de anos depois, quando o primeiro pulso chegar, nós dizemos: “Uau! Um pulso!" E escrito nele está a mensagem "Estou lhe enviando um pulso a cada segundo." Você chama todos os seus amigos, e você espera para o próximo pulso para chegar. Será que chegará um segundo depois? Não! Um ano mais tarde? Talvez não. Talvez bilhões de anos mais tarde. Porque, dependendo de quanto tempo este pulso de luz tem viajado através do espaço, vai determinar a quantidade de alongamento do espaço entre os pulsos. Isso é astronomia padrão.

15 bilhões ou seis dias ?

Hoje, olhamos para trás no tempo. Vemos 15 bilhões de anos . Olhando para frente a partir de quando o universo é muito pequeno - bilhões de vezes menor - a Torá diz seis dias. Ambos podem estar corretas.
O que é interessante sobre os últimos anos da cosmologia é que agora foram quantificados os dados para saber a relação da “visão do tempo”, desde o início, em relação à "visão do tempo" de hoje. Não é mais ficção científica. Qualquer um de uma dúzia de todos os livros de texto de física traz o mesmo número. A relação geral entre o tempo perto do início quando a matéria estável formada a partir da luz (a energia, a radiação electromagnética da criação ) e tempo , hoje, é um milhão de milhões. É 1 com 12 zeros depois dele. É a razão sem unidades. Assim, quando alguém observando desde o início olhando para frente diz: "Eu estou te enviando um pulso a cada segundo", Nós iremos ver a cada segundo? Não. Nós veríamos a cada milhão de milhões de segundos. Porque esse é o efeito de alongamento da expansão do universo. Em astronomia, o termo é " desvio para o vermelho” (red shift). O Desvio para o vermelho em dados astronômicos observados é padrão.

A Torá não diz a cada segundo, não é? Diz Seis Dias. Como vemos esses seis dias de hoje? Se a Torá diz que estamos enviando informações por seis dias, teria que receber essas informações como seis dias de hoje? Não. Nós receberia essa informação como seis milhões de milhões de dias . Porque a perspectiva da Torá é desde o princípio olhando para frente.

Seis milhões de milhões de dias é um número muito interessante. O que seria isso em anos? Dividir por 365 e se torna 16 bilhões de anos. Essencialmente, a estimativa da idade do universo. Não é um mau palpite para 3300 anos atrás.

A forma como essas duas figuras se igualam é extraordinário. Eu não estou falando como um teólogo, eu estou fazendo uma afirmação científica. Eu não puxei esses números de um chapéu . É por isso que levei muito lentamente a explicação, para que você possa segui-la passo- a-passo.
Agora podemos dar um passo adiante. Vamos olhar para o desenvolvimento da época, dia-a- dia, com base no fator de expansão. Toda vez que o universo funciona , a percepção do tempo é reduzido para metade . Agora, quando o universo era pequeno, ele estava dobrando muito rapidamente. Mas como o universo se torna maior, o tempo de duplicação fica maior. Este ritmo de expansão é citado em " Os Princípios da Cosmologia Física", um livro que é usado literalmente ao redor do mundo .
( No caso de você querer saber , essa taxa exponencial de expansão tem um número específico em média de 10 a 12ª potência, De fato, a temperatura do confinamento do quark, quando a matéria congela a partir da energia : 10,9 vezes 10 elevado à 12 ª potência graus Kelvin dividido por ( ou a razão de ) a temperatura do universo de hoje, 2,73 graus. Essa é a razão inicial que muda exponencialmente à medida que se expande o universo ).

Os cálculos foram obtidos como se segue:

• O primeiro dos tempos bíblicos durou 24 horas, visto a partir da “perspectiva do princípio do tempo.” Mas a duração da nossa perspectiva era de 8 bilhões de anos.
• O segundo dia, a partir da perspectiva da Bíblia durou 24 horas. De nossa perspectiva durou metade do dia anterior, 4 bilhões de anos.
• O terceiro dia de 24 horas também incluiu metade do dia anterior, 2 bilhões de anos.
• O quarto dia de 24 horas - um bilhões de anos.
• O quinto dia de 24 horas - meio bilhões de anos.
• A hora sexta, dia 24 - um quarto de bilhão de anos.

Quando você somar os seis dias , você terá a idade do Universo em 15 e 3/4 bilhões de anos. O mesmo que a cosmologia moderna. É por acaso?

Mas há mais. A Bíblia nos e diz o que aconteceu em cada um desses dias. Agora você pode pesquisar na cosmologia, paleontologia, arqueologia, e olhar para a história do mundo, e ver se eles se combinam dia-a-dia. E eu vou te dar uma dica. Eles se combinam tão próximo o suficiente para enviar arrepios na espinha.

Traduzido por André Ranulfo

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Dr. Gerald Schroeder obteve os titulos de Bacharel, Mestre e Doutor pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). É autor dos livros Genesis and the Big Bang, sobre a descoberta da harmonia entre a ciência moderna e a Bíblia, editado pela Bantam Doubleday e já traduzido em sete idiomas; The Science of G-d e The Hidden Face of G-d, editados pela divisão Free Press da Editora Simon & Schuster. Leciona na Faculdade de Estudos Judaicos “Aish HaTorah”. 

Nota do tradudor: As passagens bíblicas foram transcritas da "Bíblia Hebraica" da Editora Sefer.